A Liga Independente das Escolas de Samba de Ponte Nova foi criada segundo os mentores desta idéia para organizar e impulsionar o carnaval. Mas até agora não provou a que veio. Basicamente quatro anos se passaram e a liga a continua desorganizada ligando o nada a coisa alguma. Apesar desse tempo todo foi incapaz de arranjar estrutura física, financeira e independência do poder Público. O que se assistiu durante esse tempo foi uma total dependência do Poder público no tocante ao financiamento do carnaval. O modelo de gestão do carnaval de Ponte Nova está atracado a um esquema antiquado onde o poder público comanda o espetáculo da maneira que lhe convém. Desmanteladas as agremiações são poucas não conseguindo se segurar nas próprias pernas. Apesar do entusiasmo e esforço localizado aqui e ali, o certo é que o carnaval tradicional de Ponte Nova, que um dia ostentou qualidade hoje é retrato triste e decadente daquele momento grandioso que se foi. Há que se repensar num novo modelo de Carnaval que ao mesmo tempo possa contemplar o magnetismo incontestável da indústria cultural com seus axés com a densidade e a particularidade da nossa história carnavalesca.
E aí é que reside o desafio de pensar não só conceito, mas a forma de gestão que não pode só passar mais pelo financiamento puro e simples do poder público que mesmo exigindo por força da legislação capacidade administrativa da agremiação quanto aos gastos, não consegue levantar as escolas o que resulta no final em desperdício do dinheiro público. A continuar este procedimento teremos sempre as escolas de chapéu na mão aguardando às vésperas da festa uma verbinha para as plumas se paetês. Dançam, sambam, mas nunca saem do chão
Patrimônio Cultural de Ponte Nova ameaçado pelas Hidrelétricas.
Com a possível construção de várias hidrelétricas em Ponte Nova, ainda que em forma de PCH, parte do patrimônio não só ambiental, mas, sobretudo socio-cultural de Ponte Nova estará literalmente debaixo de água. Fazendas centenárias, casarios, saberes e fazeres que constituem uma riqueza patrimonial depositárias de fontes que alicerçam a história de Ponte Nova desaparecerão ante o implacável negócio que são as Hidrelétricas. Negócio esse que prioriza a agregação de valores segundo a lógica de um mercado capitalista que busca o desenvolvimento no esgotamento e apropriação da base da vida. O fato de possuir um potencial hídrico invejável faz com o município esteja hoje no epicentro desses interesses. A isto podemos somar que ao viver atualmente uma decadência econômica e política a cidade se vê frágil em termos de construir resistência ao rolo compressor e aliciador desses grandes empreendimentos. Um desses elementos que está com os dias contados é a comunidade do Chopotó. Este lugar segundo registros tem importância histórica pelo aspecto memorial e imemorial que ainda estão lá. No começo do desenvolvimento do município quando as estradas de ferro começaram a serem construídas Chopotó foi escolhida como espaço-terminal da rede ferroviária. Recebeu a visita quando da inauguração o Imperador D. Pedro I. Agora este espaço histórico como tantos outros do município de Ponte Nova vai desaparecer. Mesmo reconhecendo a dificuldade de sensibilizar os agentes desse grande negócio a Secretaria de Cultura de Ponte Nova, através do Conselho de Patrimônio projetando ações que possam subsidiar os movimentos de resistência a este empreendimento...Não há como deixar de registrar que a maior dificuldade do Conselho e da Secretaria de Cultura é criar convencimento capaz de demover o Prefeito de Ponte Nova, Joãozinho de Carvalho a não aceitar as hidrelétricas da forma que estão sendo apresentadas. Isto porque o Prefeito é o principal entusiasta da construção das hidrelétricas. A sua orientação e dependência política não lhe dá condições de esboçar qualquer reação, mesmo que quisesse.